Leia abaixo a tradução da entrevista completa que Jordan deu à Alternative Press. Para ler a entrevista original, clique aqui.
Em entrevista anteriror, você disse que não escreve bem enquanto está em turnê porque tem muitas distrações. Você tem muita coisa já escrita agora ou você vai precisar de mais tempo depois da turnê para terminar de compor?
Vou ficar praticamente o mês de janeiro inteiro em L.A. tranaçhando no novo álbum. Na verdade eu tô me organizando pra terminar um monte de coisa enquanto estou na estrada, o que é surpreendente. Essa é a primeira vez que isso acontece. Eu nunca fui conhecido como produtivo durante uma turnê. Tem um monte de coisa nova; Eu tenho um monte de música já pronta. Eu só vou escrever mais um monte para eu poder ter várias opções para escolher. É empolgante!
Musicalmente, o que os fãs podem esperar fas novas músicas? Para onde você se direcionou? Vai ser na mesma vibe musical?
Eu não sei. Acho que a única maneira de responder isso é de maneira ampla. Eu só quero que seja melhor. Eu não quero lançar a mesma coisa que saiu no último EP ou último álbum. Eu quero que seja algo diferente, mas ainda manter aquelas coisas que meio que definem o The Ready Set. Eu tento não pensar demais na direção que eu quero seguir. Só precisa ser uma progressão. Isso é tudo com o que me importo. Eu quero fazer as coisas um pouco menos eletrônicas, talvez, e mais alguma coisa abrangente. Vamos ver no que vai dar.
Você mencionou a ideia de trabalhar com grandes produtores. Apesar da sua música ser diferente da maioria dos artistas com que esses grandes produtores já trabalharam, você acredita que a maneira com a qual a música é produzida pode ajudar o The Ready Set a alcançar um público maior? O que você admira tanto nesses produtores?
Sim, definitivamente pode ajudar. Quando o assunto é esse, muitas vezes se você quer que sua música toque no rádio e você for um artista novo, se você pode colocar o nome de um grande produtor na sua música, é bem mais provável que algumas estações de rádio vão dar mais atenção se elas virem isso. Esse é apenas um aspecto. Mas da maneira com a qual eu componho, é bem divertido trabalhar com esses tipos de produtores, porque é algo que vai além do normal com o qual eles trabalham. Muitas vezes eles apenas escrevem a música inteira e então alguém vai lá e grava. Eu gosto de poder fazer 100% da minha maneira, mas ainda tem aquela vibe pop que os produtores podem dar à música. Eu curto muito grandes compositores e grandes nomes no mundo pop porque é uma coisa bem legal pra mim. É nessas pessoas que eu me espelho na indústria da música, as pessoas que estão constantemente escrevendo grandes músicas que todo mundo conhece. É uma coisa tão legal.
Você está relançando o Tantrum Castle, certo? O que fez você decidir regravar e remasterizar isso?
A coisa toda soava terrível. Eu gravei o CD inteiro no meu porão. Eu costumava escrever músicas sem prestar atenção na estrutura nem nada. Eu apenas escrevia o que viesse na minha cabeça e parecesse legal. Eu decidi remasterizar ele e fazer com que ele soasse um pouco melhor. Esse cd era meio que uma das coisas que eu quis lançar só para mostrar às pessoas o que eu fazia antes de eu meio que começar a levar a sério. Foi numa época em que isso era meio que um hobby, era apenas divertido. É bem ruim. Cheio de autotunne e eu fiz no Garage Band. Acho que é divertido e nostálgico.
Um monte de banda está lançando músicas de Natal esse ano. Você vai lançar alguma coisa?
Não, é o primeiro ano que eu não gravei nada pra liberar no Natal.
Se você fizesse outra música de Natal, você iria querer que fosse uma original ou um cover?
IEu quero fazer cover de “Jingle Bells” como é cantada por aqueles cachorros. Já escutou essa versão? Eu escuto bastante no rádio; é apenas um cachorro latindo e eu acho que eles colocaram num teclado. O cachorro, tipo, late junto com a melodia da música. Sei lá. Não sei como isso é uma música popular de Natal, mas é essa. É essa que eu quero fazer. Eu só preciso arranjar um cachorro pra fazer a parte vocal. Vamos ver ano que vem.
Por você ter apenas 22 anos, que sacrifícios você teve que fazer além do típico “estar longe da família e amigos”?Tem alguma coisa que você gostaria de ter experienciado ou alguma coisa que você tenha perdido?
Eu não sinto que eu tenha sacrificado nada. Você é meio que jogado no mundo real. Assim que eu me formei, eu estava no mundo me defendendo com alguns amigos, fazendo turnês e tentando fazer as coisas desse jeito. Sei lá. Seria legal ter aquela experiência real de universidade, mas nós provavelmente temos muito mais festas divertidas em turnê, de qualquer maneira. Todos os meus amigos são pessoas que estão na estrada. Não é como se eu tivesse realmente deixado alguma coisa pra trás. É aqui onde minha vida está.
Onde você vê a música Pop no futuro e onde você vê o The Ready set nessa cena?
Está super dançante agora. Definitivamente um som europeu ou de clubes noturnos, na verdade. Eu acho que as coisas vão voltar aos instrumentos reais em breve. Dentro dos próximos anos [eu acho] mais sons orgânicos vão se tornar o modelo, o que me deixa bastante animado. Desde o início, sempre foi uma coisa que eu queria incorporar mais à minha música. Quando esse dia chegar, eu acho que a parte legal de ser uma coisa pop é que você não precisa necessariamente ser um estilo só. Eu posso fazer essa coisa mais orgânica e eu posso fazer a parte eletrônica se eu quiser. Se eu fosse uma banda de rock e eu decidisse lançar uma música dançante, poderiam pensar tipo “O que vocês estão tentando fazer? Você está tentando apenas ter hits ou algo assim?” Eu estou apenas animado.Eu acho que essa é uma das coisas que vão ficar legais de qualquer maneira. Eu estou animado para apenas me adaptar e ver o que eu posso fazer com qualquer coisa que vier, porque essa coisa toda é imprevisível, estranha e louca.
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